sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Dor na prática de yoga


Durante as aulas, uma das minhas "funções" é motivar os alunos para que se dasafiem e percebam que, muitas vezes, os limites que têm, são mais mentais, que físicos. Na prática de ásana, é muito comum ver alunos que se sentem derrotados antes mesmo de tentar executar alguma postura, ou desistirem facilmente ao menor sinal de esforço, porque se deixam levar pelo pensamento: "não consigo".

Também é minha função garantir que pratiquem em segurança. Por isso, se às vezes "insisto" para que aguentem a permanência na postura, ou para que tentem variações mais avançadas, também vou sempre relembrando que é essencial estar atento ao corpo, ouvir os seus sinais e respeitá-lo. Não é à força que conseguimos melhorar e evoluir na prática de ásana. A máxima "no pain, no gain", muito uitlizada na acividade física, não se aplica ao yoga. Na minha opinião, não se deveria aplicar a nenhuma actividade física, já que nos ensina que, sem sofrimento, não atingimos os objectivos. E não é bem assim.

Tem de haver um equilíbrio entre desistirmos ao primeiro sinal de esforço e permancermos num ásana a todo o custo, mesmo que o corpo já esteja a dar sinais de que devemos parar.

Os extremos são fáceis. O equilíbrio, é sempre mais difícil de alcançar e implica estarmos realmente presentes na prática e percebermos os sinais.

A dor é um desses sinais.

Pode-se dizer que há dois tipos de dor: uma "positiva" e uma "negativa". A positiva, nem considero que seja dor. É a sensação que temos quando estamos a alongar e sentimos os músculos a esticar. Desde que não seja levada ao extremo, desde que respeitemos os limites do nosso corpo e alonguemos da maneira certa, produz uma sensação agradável.
A negativa é a dor que não tem nada de agradável! Quando estamos a praticar e sentimos dores agudas, como picadas, nos músculos, ou no interior das articulações, nunca é bom. Pode ser um sintoma de alguma lesão, ou pode ser devido a má execução do exercício. Em qualquer dos casos, devemos desfazer a postura imediatamente, relaxar um pouco e tentar de novo. Se a dor desaparecer, tudo bem. Se a dor persistir, não devemos insistir no exercício, pelo menos naquele momento.

Praticar com a atitude correcta, é meio caminho andado para que a prática seja segura: 
- atenção focada na prática
- auto-observação constante
- respiração consciente
- mesmo que o corpo esteja em esforço, por dentro, manter a serenidade e uma atitude de "não esforço".

A verdadeira prática, é a que fazemos por dentro. Se nos lembrarmos disso, não damos tanta importância a executar a técnica a qualquer custo, como se estivéssemos numa competição. 

Devagar se vai ao longe. Quando não temos pressa para chegar onde quer que seja e nos focamos em fazer o caminho da melhor forma possível, acabamos por chegar mais depressa (onde quer que seja).

Quando não respeitamos o nosso corpo, pela pressa de atingir alguma posição, ou porque temos uma atitude competitiva em relação aos colegas, etc, damos um passo para a frente e dois para trás. O corpo vai ficar dorido, ou até mesmo lesionado, atrasando a nossa evolução. Se praticamos "devagar e sempre", respeitando os nossos limites do momento, cuidando do nosso corpo como se fosse o nosso bem mais precioso (será que não é mesmo?), não teremos problemas e estaremos no bom caminho para uma vida mais saudável.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Anjali Mudrá

Mudrá significa "selo", "senha", "chave". São usados para vários fins em rituais hindús, na dança clássica indiana e no yoga. 

São gestos com uma força muito subtil, por isso, no yoga, são muitas vezes subvalorizados nas prática. Têm um forte efeito a nível simbólico, energético e reflexológico. Ajudam a criar certos estados de consciência, são poderosos auxílios à prática da meditação, aumentam o fluxo de prana, conduzem-no e evitam a sua dispersão.


O gesto da imagem chama-se Anjali mudrá. É muito familiar, uma vez que faz parte de todas as nossas aulas. 

Anjali é um gesto de oferenda e de saudação. Na Índia, este mudrá é muitas vezes acompanhado da palavra namaste (ou namaskara), uma saudação que significa: "curvo-me perante ti", reconhecimento do divino em todas as formas de vida. 

Nas práticas de yoga, é o gesto com se inicia e/ou finaliza a aula, sendo também usado em alguns ásanas (por exemplo, no tadásana, súrya namaskar, vrkshásana, etc).

Para executar anjali mudrá, unem-se as palmas das mãos à altura do peito. 

Representa o retorno ao coração, ao centro; é a união dos opostos: lado direito e esquerdo do corpo, hemisfério direito e esquerdo do cérebro, lado feminino e masculino, positivo e negativo, sol e lua, yin e yang, etc. É muito útil quando nos queremos centrar, quando precisamos aquietar, "voltar a casa".





segunda-feira, 25 de maio de 2015

Na maré dos vídeos

Continuando na maré dos vídeos, partilho mais um que chegou até mim e do qual gostei bastante, porque acho que quase todas as mulheres precisam de aprender a "embrace themselves".

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Aceitação e harmonia

Mais um vídeo que achei interessante e que toca a todos nós. Relacionamentos... Porquê que muitas relações, se tornam ralações? hehehe ela toca aqui em pontos importantes. Às vezes é bom lembrar

terça-feira, 28 de abril de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Ujjayí pránáyáma

A pedido de alguns de vocês, cá está alguma informação sobre o ujjayí pránáyáma, exercício que acompanha as práticas.

Ujjayí pránáyáma - "respiração  vitoriosa" - é também conhecido como respiração psíquica, por conduzir a estados subtis de consciência.

A maneira mais fácil de aprender a executar esta respiração, é com a boca aberta: expire, esvaziando completamente os pulmões, sussurrando o som "ahhhh", com a boca aberta. Quando sussurramos, a mesma ação que suaviza a fala, cria o som no ujjayí. Depois, inspire, fazendo o mesmo, enchendo completamente os pulmões. Repita algumas vezes, prestando atenção à zona da garganta que contrai, quando produz o som "ahhh". Depois, faça o mesmo com a boca fechada. 

Assim começa o ujjayí pránáyáma. 

O som é uma parte importante do exercício. Ele dá à sua mente, algo em que se concentrar. Se se esquecer da respiração, o que tantas vezes acontece, o ujjayí pára. Ele tem de ser (re)criado a cada respiração, o que o obriga a concentrar na respiração. 

Se observar a sua respiração no dia a dia, perceberá que ela passa por muitas flutuações: ora é longa, ora é curta, ora é profunda, ora é superficial, ora é lenta, ora é rápida...

Todas estas variações, acontecem por stress físico (esforço físico, resultante das nossas tarefas do quotidiano) e psicológico. Acima de tudo, a qualidade da nossa respiração está intimamente relacionada com a nossa atividade mental - mente serena, respiraçãos serena; mente agitada, respiração agitada.
 
Ao fazer o ujjayí pránáyáma, controla a respiração, o que o ajuda a criar um padrão respiratório. Ao criar esse padrão, a mente segue-o.

Inicialmente, é habitual ser mais fácil fazer ujjayí durante a expiração. Por isso, para aprimorar o exercício, se tem dificuldade em fazê-lo, pode começar por trabalhar sobre a expiração. 

É importante lembrar que, como acontece com qualquer outra técnica, conquistar o ujjayí pránáyáma leva o seu tempo e a regularidade da prática é a chave para conseguir conquistá-lo.

Lembre-se também que a respiração deve ser tão suave e natural quanto possível, ao longo de toda a prática. No início, o som do ujjayí pode ser um pouco exagerado, devido a excessiva tensão na garganta. Com o tempo, ficará mais suave. Quando feito por um alguém experiente, o som pode ser audível apenas pelo próprio praticante.

Os principais benefícios do ujjayí pránáyáma, são:
- melhora a concentração na prática
- aumenta a temperatura corporal, o que é ideal para a prática de ásana
- elimina as fleumas
- fortalece o sistema nervoso
- acalma
- energiza
- melhora a ventilação dos pulmões
- melhora a qualidade da respiração.