terça-feira, 25 de novembro de 2014

O bacalhau também é espiritual

Seres espiriuais, somos todos. Uns já tomaram consciência disso, outros ainda não.

Acho piada, confesso, quando ouço alguém dizer-me: "...porque eu sou muito espiritual!". Dá-me vontade de responder que o bacalhau também pode ser espiritual! hehehe (piada gastronómica...)

"Espiritualidade" virou moda. Nunca houve tanta gente "espiritual" como agora. Neste caso, entenda-se espiritualidade como sendo a prática de algo que visa desenvolver a nossa consciência.

Há cada vez mais pessoas a praticar yoga. Há cada vez mais interessados em meditação e inúmeros métodos diferentes para o fazer. O número de reikianos cresce a olhos vistos, já para não falar de montes de outros caminhos de auto-conhecimento, dos quais não falo, porque desconheço.

É bom haver vários caminhos, para que cada um possa escolher o seu.
Mas também é bom lembrar, que praticar meditação, yoga, reiki ou outra coisa "espiritual", não nos torna, necessariamente, melhores pessoas.

Para mim, desenvolvermos a nossa espiritualidade, significa aproximarmo-nos da Verdade. E, para mim, isso passa por derrubarmos as barreiras do nosso ego, que nos dão a ilusão de separação do que nos rodeia. O ego, que nos dá a idéia que "acabamos" onde a nossa pele acaba. O ego, que nos faz acreditar que existe um "eu" e um "tu", que estão separados. O ego, que nos faz dar importância ao que não tem.

Enfim, ego traz separação. Separação de "eu" e "EU", separação de "eu" e "tu", separação da natureza, separação da essência da vida...

Acho que, se estamos a desenvolver a nossa espiritualidade, seja qual for o caminho que escolhemos para o fazer, um sinal de que estamos a ir no bom caminho e de que as nossas práticas não estão a ser em vão, é sermos melhores seres humanos.

Querem ver a espiritualidade de alguém? Não se iludam com títulos de mestre, ou o que seja. Não se iludam com o número de formações e diplomas que alguém tem. Não se iludam com quantas horas medita por dia, ou se faz yoga todos os dias. Não se iludam com a forma,

Acredito que é na vida, no dia a dia, quando estamos mais "distraídos", que mostramos o nosso verdadeiro caráter.

Acredito que é na maneira como tratamos os outros, que mostramos a nossa espiritualidade, especialmente se esses outros são animais (chamados irracionais...) e pessoas com quem simpatizamos menos.

domingo, 9 de novembro de 2014

Chegar a casa

Cheguei de viagem mais depressa que o sol. Saí das praias de Goa com um sol maravilhoso e cheguei a casa em pleno Inverno. Felizmente, hoje o sol brilhou por cá também, num daqueles maravilhosos dias de outono, em que o sol é aconchegante e suave, como o abraço de um avô.

Viajar é das melhores coisas da vida! Esvazia a carteira, mas enche a alma. 

Viajar amplia os nossos horizontes. Deixamos para trás as nossas rotinas do quotidiano e, quando voltamos, já não somos os mesmos. 

Viajar é das melhores coisas da vida. E voltar a casa também.

Casa é onde está o nosso coração. Casa, são os braços abertos que nos esperam à chegada, em aeroportos, ou estações. Casa, é a alegria, a saudade e o carinho que todos aqueles que gostam de nós mostram quando voltamos. Casa, é matar saudades da comidinha boa da mãe, pelo menos para quem, como eu, tem a sorte de ainda ter uma. 

Há mar e mar, há ir e voltar.

Adoro ir. Mas voltar sabe tão bem...

Para mim, casa, são também as minhas patudas. Todo o amor incondicional que me dão, a companhia que fazem sem ocupar espaço, o seu silêncio melodioso.

É muito bom estar em casa. É muito bom ter um sítio a que posso chamar casa.





sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Que maravilha é a vida

Depois de um dia bom, mas sem grande tempo para parar, finalmente, "cheguei a casa", ou seja, sentei-me no meu tapete de yoga.

Passou o dia a chamar por mim, mas não dava... Outras coisas havia a fazer. Não é meu hábito praticar a esta hora, mas tinha de ser. Estava mesmo a precisar e a prática foi o meu jantar.

Quando cheguei ao fim, estava tão bem, tão aconchegada em mim, que pensei: "como é possível sobreviver sem isto???" hehehehe já não conseguia.

Fui também inundada por um imenso sentimento de gratidão, por nada em especial e, ao mesmo tempo, por tudo! Que bom que é "andar por cá", pensei eu.

Bem, mais cedo, ou mais tarde, todos nós iremos para o lugar de onde viemos. E isso não é mau. É a vida, vivida em várias vidas. Mas é tão bom andar por cá... A vida, esta que vivemos, é um milagre tão grande e precioso... Só por isso, já devíamos sentir gratidão, sempre!

Espero ter o privilégio dos senhores lindos desta foto, porque é, de facto, um privilégio!

Vivam as rugas e os cabelos brancos!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Intensidade

Hoje tive tempo para fazer uma prática como eu gosto: fechar os olhos e deixar-me levar, sem pensar, sem preocupações com horas. 

Estar presente em cada respiração, em cada pequeno movimento, da mais pequena parte do corpo. 

Sentir-me ligada a mim. É isso que me faz querer voltar sempre ao meu tapete de yoga. São momentos em que estou mesmo presente em mim. São momentos de intimidade com o meu Ser.

Para mim, isso é a essência de tudo. 

Quanto às práticas, acho que há dois tipos de intensidade: um, que tem a ver com o maior, ou menor, grau de dificuldade dos exercícios, que eu chamo de "intensidade bruta". Está ligada ao esforço físico que os exercícios exigem. Mas, para mim, essa é a intensidade que menos interessa.

O outro tipo de intensidade, não tem tanto a ver com os exercícios em si, mas com o nosso grau de entrega à prática. Essa é a mais importante.

É essa entrega total, essa presença, essa ligação a nós, a partir de dentro, que consegue transformar práticas simples, em experiências extremamente profundas, fortes e, lá está, intensas.

Pensando bem, é assim no que toca à prática de yoga, mas também em relação a tudo na vida. As coisas têm, apenas, o valor que lhes damos. Têm, apenas, a força e o poder que lhes damos. Têm, apenas, a importância que lhes damos.

Mais do que o que fazemos, é como fazemos. 

As coisas são, o que nós fazemos delas.





terça-feira, 9 de setembro de 2014

Simplicidade

Em vez de queixas, que a única coisa que conseguem, é alimentar a nossa eterna insatisfação, tentemos tirar o melhor proveito daquilo que cada momento nos tráz.

"Se não podes viver como queres, vive como podes".

E olhem-me só que fofo e que carinha de felicidade!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ásana de hoje - Utkatásana

Ásana de hoje - UTKATÁSANA

Utkata significa "poderoso", "destemido".

Ao executar este ásana, é como se nos estivéssemos a sentar numa cadeira. Devemos ter atenção para não deixar que os joelhos vão para a frente. Em vez disso, é a bacia que se desloca para trás, mesmo como quem se senta.

Há também que evitar aproximar o tronco das coxas.

Tenham muita atenção para evitar arquear as costas, o que acentua a curvatura da lombar. É um erro muito comum neste ásana. As costas devem ficar rectas.

Principais efeitos: utkatásana fortalece os membros inferiores e tornozelos, diminui a rigidez dos ombros, expande o torax. O coração é suavemente massajado neste ásana. As costas e orgãos abdominais são tonificados.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Seja a mudança que tanto precisa

A energia que tantas vezes desperdiçamos, na tentativa de mudar os outros, deveria ser usada no sentido da nossa própria mudança.

Por vezes, a nossa tentativa de mudar os outros, é quase inconsciente e está muito bem disfarçada de boas intenções e vontade de ajudar o outro, levando-o a fazer aquilo que nós consideramos ser o melhor para ele.

Quando derem por vocês a queixarem-se muito de alguma coisa, ou de alguém, mas sem fazer nada para sair da situação, fiquem atentos. Poderá ser um desses momentos, em que nos queixamos, no fundo, porque queixar é mais fácil que mudar e ficamos à espera (que o façamos sentados, pelo menos...) que sejam os outros a fazer diferente.