Seres espiriuais, somos todos. Uns já tomaram consciência disso, outros ainda não.
Acho piada, confesso, quando ouço alguém dizer-me: "...porque eu sou
muito espiritual!". Dá-me vontade de responder que o bacalhau também
pode ser espiritual! hehehe (piada gastronómica...)
"Espiritualidade" virou moda. Nunca houve tanta gente "espiritual" como
agora. Neste caso, entenda-se espiritualidade como sendo a prática de
algo que visa desenvolver a nossa consciência.
Há cada vez mais
pessoas a praticar yoga. Há cada vez mais interessados em meditação e
inúmeros métodos diferentes para o fazer. O número de reikianos cresce a
olhos vistos, já para não falar de montes de outros caminhos de
auto-conhecimento, dos quais não falo, porque desconheço.
É bom haver vários caminhos, para que cada um possa escolher o seu.
Mas também é bom lembrar, que praticar meditação, yoga, reiki ou outra
coisa "espiritual", não nos torna, necessariamente, melhores pessoas.
Para mim, desenvolvermos a nossa espiritualidade, significa
aproximarmo-nos da Verdade. E, para mim, isso passa por derrubarmos as
barreiras do nosso ego, que nos dão a ilusão de separação do que nos
rodeia. O ego, que nos dá a idéia que "acabamos" onde a nossa pele
acaba. O ego, que nos faz acreditar que existe um "eu" e um "tu", que
estão separados. O ego, que nos faz dar importância ao que não tem.
Enfim, ego traz separação. Separação de "eu" e "EU", separação de "eu" e
"tu", separação da natureza, separação da essência da vida...
Acho que, se estamos a desenvolver a nossa espiritualidade, seja qual
for o caminho que escolhemos para o fazer, um sinal de que estamos a ir
no bom caminho e de que as nossas práticas não estão a ser em vão, é
sermos melhores seres humanos.
Querem ver a espiritualidade de
alguém? Não se iludam com títulos de mestre, ou o que seja. Não se
iludam com o número de formações e diplomas que alguém tem. Não se
iludam com quantas horas medita por dia, ou se faz yoga todos os dias.
Não se iludam com a forma,
Acredito que é na vida, no dia a dia, quando estamos mais "distraídos", que mostramos o nosso verdadeiro caráter.
Acredito que é na maneira como tratamos os outros, que mostramos a
nossa espiritualidade, especialmente se esses outros são animais
(chamados irracionais...) e pessoas com quem simpatizamos menos.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
Chegar a casa
Cheguei de viagem mais depressa que o sol. Saí das praias de Goa com um sol maravilhoso e cheguei a casa em pleno Inverno. Felizmente, hoje o sol brilhou por cá também, num daqueles maravilhosos dias de outono, em que o sol é aconchegante e suave, como o abraço de um avô.
Viajar é das melhores coisas da vida! Esvazia a carteira, mas enche a alma.
Viajar amplia os nossos horizontes. Deixamos para trás as nossas rotinas do quotidiano e, quando voltamos, já não somos os mesmos.
Viajar é das melhores coisas da vida. E voltar a casa também.
Casa é onde está o nosso coração. Casa, são os braços abertos que nos esperam à chegada, em aeroportos, ou estações. Casa, é a alegria, a saudade e o carinho que todos aqueles que gostam de nós mostram quando voltamos. Casa, é matar saudades da comidinha boa da mãe, pelo menos para quem, como eu, tem a sorte de ainda ter uma.
Há mar e mar, há ir e voltar.
Adoro ir. Mas voltar sabe tão bem...
Para mim, casa, são também as minhas patudas. Todo o amor incondicional que me dão, a companhia que fazem sem ocupar espaço, o seu silêncio melodioso.
É muito bom estar em casa. É muito bom ter um sítio a que posso chamar casa.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Que maravilha é a vida
Depois de um dia bom, mas sem grande tempo para parar, finalmente, "cheguei a casa", ou seja, sentei-me no meu tapete de yoga.
Passou o dia a chamar por mim, mas não dava... Outras coisas havia a fazer. Não é meu hábito praticar a esta hora, mas tinha de ser. Estava mesmo a precisar e a prática foi o meu jantar.
Quando cheguei ao fim, estava tão bem, tão aconchegada em mim, que pensei: "como é possível sobreviver sem isto???" hehehehe já não conseguia.
Fui também inundada por um imenso sentimento de gratidão, por nada em especial e, ao mesmo tempo, por tudo! Que bom que é "andar por cá", pensei eu.
Bem, mais cedo, ou mais tarde, todos nós iremos para o lugar de onde viemos. E isso não é mau. É a vida, vivida em várias vidas. Mas é tão bom andar por cá... A vida, esta que vivemos, é um milagre tão grande e precioso... Só por isso, já devíamos sentir gratidão, sempre!
Espero ter o privilégio dos senhores lindos desta foto, porque é, de facto, um privilégio!
Vivam as rugas e os cabelos brancos!
Passou o dia a chamar por mim, mas não dava... Outras coisas havia a fazer. Não é meu hábito praticar a esta hora, mas tinha de ser. Estava mesmo a precisar e a prática foi o meu jantar.
Quando cheguei ao fim, estava tão bem, tão aconchegada em mim, que pensei: "como é possível sobreviver sem isto???" hehehehe já não conseguia.
Fui também inundada por um imenso sentimento de gratidão, por nada em especial e, ao mesmo tempo, por tudo! Que bom que é "andar por cá", pensei eu.
Bem, mais cedo, ou mais tarde, todos nós iremos para o lugar de onde viemos. E isso não é mau. É a vida, vivida em várias vidas. Mas é tão bom andar por cá... A vida, esta que vivemos, é um milagre tão grande e precioso... Só por isso, já devíamos sentir gratidão, sempre!
Espero ter o privilégio dos senhores lindos desta foto, porque é, de facto, um privilégio!
Vivam as rugas e os cabelos brancos!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Intensidade
Hoje tive tempo para fazer uma prática como eu gosto: fechar os olhos e deixar-me levar, sem pensar, sem preocupações com horas.
Estar presente em cada respiração, em cada pequeno movimento, da mais pequena parte do corpo.
Sentir-me ligada a mim. É isso que me faz querer voltar sempre ao meu tapete de yoga. São momentos em que estou mesmo presente em mim. São momentos de intimidade com o meu Ser.
Para mim, isso é a essência de tudo.
Quanto às práticas, acho que há dois tipos de intensidade: um, que tem a ver com o maior, ou menor, grau de dificuldade dos exercícios, que eu chamo de "intensidade bruta". Está ligada ao esforço físico que os exercícios exigem. Mas, para mim, essa é a intensidade que menos interessa.
O outro tipo de intensidade, não tem tanto a ver com os exercícios em si, mas com o nosso grau de entrega à prática. Essa é a mais importante.
É essa entrega total, essa presença, essa ligação a nós, a partir de dentro, que consegue transformar práticas simples, em experiências extremamente profundas, fortes e, lá está, intensas.
Pensando bem, é assim no que toca à prática de yoga, mas também em relação a tudo na vida. As coisas têm, apenas, o valor que lhes damos. Têm, apenas, a força e o poder que lhes damos. Têm, apenas, a importância que lhes damos.
Mais do que o que fazemos, é como fazemos.
As coisas são, o que nós fazemos delas.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Simplicidade
Em vez de queixas, que a única coisa que
conseguem, é alimentar a nossa eterna insatisfação, tentemos tirar o
melhor proveito daquilo que cada momento nos tráz.
"Se não podes viver como queres, vive como podes".
E olhem-me só que fofo e que carinha de felicidade!
"Se não podes viver como queres, vive como podes".
E olhem-me só que fofo e que carinha de felicidade!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Ásana de hoje - Utkatásana
Ásana de hoje - UTKATÁSANA
Utkata significa "poderoso", "destemido".
Ao executar este ásana, é como se nos estivéssemos a sentar numa cadeira. Devemos ter atenção para não deixar que os joelhos vão para a frente. Em vez disso, é a bacia que se desloca para trás, mesmo como quem se senta.
Há também que evitar aproximar o tronco das coxas.
Tenham muita atenção para evitar arquear as costas, o que acentua a curvatura da lombar. É um erro muito comum neste ásana. As costas devem ficar rectas.
Principais efeitos: utkatásana fortalece os membros inferiores e tornozelos, diminui a rigidez dos ombros, expande o torax. O coração é suavemente massajado neste ásana. As costas e orgãos abdominais são tonificados.
Utkata significa "poderoso", "destemido".
Ao executar este ásana, é como se nos estivéssemos a sentar numa cadeira. Devemos ter atenção para não deixar que os joelhos vão para a frente. Em vez disso, é a bacia que se desloca para trás, mesmo como quem se senta.
Há também que evitar aproximar o tronco das coxas.
Tenham muita atenção para evitar arquear as costas, o que acentua a curvatura da lombar. É um erro muito comum neste ásana. As costas devem ficar rectas.
Principais efeitos: utkatásana fortalece os membros inferiores e tornozelos, diminui a rigidez dos ombros, expande o torax. O coração é suavemente massajado neste ásana. As costas e orgãos abdominais são tonificados.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Seja a mudança que tanto precisa
A energia que tantas vezes desperdiçamos, na
tentativa de mudar os outros, deveria ser usada no sentido da nossa
própria mudança.
Por vezes, a nossa tentativa de mudar os outros, é quase inconsciente e está muito bem disfarçada de boas intenções e vontade de ajudar o outro, levando-o a fazer aquilo que nós consideramos ser o melhor para ele.
Quando derem por vocês a queixarem-se muito de alguma coisa, ou de alguém, mas sem fazer nada para sair da situação, fiquem atentos. Poderá ser um desses momentos, em que nos queixamos, no fundo, porque queixar é mais fácil que mudar e ficamos à espera (que o façamos sentados, pelo menos...) que sejam os outros a fazer diferente.
Por vezes, a nossa tentativa de mudar os outros, é quase inconsciente e está muito bem disfarçada de boas intenções e vontade de ajudar o outro, levando-o a fazer aquilo que nós consideramos ser o melhor para ele.
Quando derem por vocês a queixarem-se muito de alguma coisa, ou de alguém, mas sem fazer nada para sair da situação, fiquem atentos. Poderá ser um desses momentos, em que nos queixamos, no fundo, porque queixar é mais fácil que mudar e ficamos à espera (que o façamos sentados, pelo menos...) que sejam os outros a fazer diferente.
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