quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quanto maior a construção, mais fortes os alicerces

Um dia destes, numa aula, saiu-me esta frase: "Quanto maior a construção, mais fortes têm de ser os alicerces".

Bem, não sou perita em construção civil, não sei se assim é, mas faz sentido.

Para quem faz aulas comigo regularmente, já deve ter reparado que há um certo número de posturas em que insisto particularmente. Não só os fazemos muitas vezes, como também dedico aulas à sua correção ao pormenor, como aconteceu esta semana, na 2ªf. Apesar de serem exercícios familiares, há sempre coisas a corrigir.

Não faço isso por acaso. Não insisto em certos ásanas, por não conhecer mais. A razão para os fazer regularmente, tanto nas minhas práticas pessoais, quanto nas aulas que dou, é por considerá-los alicerces.

São ásanas que ajudam a construir as bases. Fortalecem o corpo em geral, aumentam a flexibilidade, dão-nos uma boa consciência do corpo e, sem darmos por isso, vão abrindo caminho para outros ásanas mais avançados.

A bem da "diversão", poderia variar muito mais nos exercícios que escolho. Mas, lembrem-se, yoga não é para divertir. 

Seria muito fácil para mim, fazer aulas mais acrobáticas, daquelas que enchem bem os olhos de quem vê. No entanto, eu ficaria a fazer as aulas sózinha, ou com meia dúzia de pessoas que  talvez conseguissem acompanhar. E os restantes, ficariam desmoralizados, a pensar que não têm jeito para o yoga.

Mais flexíveis, ou menos, mais fortes, ou menos, todos precisam de alicerces sólidos e de confiança, para poderem progredir. E quanto mais longe estiverem dispostos a ir, mais têm de cuidar dos tais alicerces.

Chamo a este grupo de posturas, ásanas básicos. Básicos não no sentido de serem fáceis, até porque, apesar de relativamente simples, se os queremos fazer com o máximo de rigor, não são assim tão fáceis. São básicos no sentido de nos ajudarem a construír as nossas bases.

É o caso, por exemplo, do Utthita Trikonásana, Parivrtta Trikonásana, Utthita Parsvakonásana, Parivrtta Parsvakonásana, Parsvottánásana, Virabhadrásana, etc.





Sobre cada um dos ásanas básicos, falarei depois, assim como sobre a saudação ao sol e as razões que me levam a também a utilizar tanto nas aulas.

Estou contente com os resultados. Gosto de ver como todos vocês têm evoluído a nível de força e de flexibilidade. 

Esquecemo-nos, muitas vezes, de olhar para o caminho que já percorremos e ficarmos contentes com o que já conquistamos. Temos tendência a focar a atenção naquilo que ainda não conseguimos fazer, naquilo que ainda temos dificuldade, em vez de olharmos para tudo o que já avançamos.

Devagar se vai ao longe e é bom quando não temos pressa. Vamos andando, pelo simples prazer de andar. Aprendendo com cada passo. Crescendo ao longo da viagem. Meta? A meta é caminhar. Onde chegamos? Isso importa assim tanto? O importante, é o que vamos aprendendo no percurso.

Praticando com regularidade, respeitando os nossos limites do momento, usando o bom senso e todos chegarão longe. Sem pressa.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Mais germinados

E desta vez, os germinados são de feijão moong. Os que estavam no fundo do frasco, com o peso dos outros todos por cima, ficaram mais fortes. Parece que não somos só nós a crescer e fortalecer com as adversidades.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Marjariasana


Hoje decidi escrever sobre um ásana que faz parte das minhas práticas pessoais e das minhas aulas: marjariásana. De simples execução, mas com grandes benefícios.

Execução:
- De gatas, mãos por baixo dos ombros, braços esticados. Joelhos um pouco afastados, alinhados pela bacia. Braços e coxas perpendiculares ao chão. Costas retas.
- Com inspiração, elevar a cabeça, arqueando as costas. Empurrar os ombros em direção
à bacia, mantendo-os afastados das orelhas e abrindo bem o peito. Não deixar o abdomen solto.
- Com expiração, enrolar as costas, puxando o abdomen para dentro e baixando a cabeça, queixo em direção ao peito.
Durante todo o exercício, os braços permanecem completamente esticados. A bacia não deve deslocar-se nem para trás, nem para a frente.
Vamos repetindo, deixando a respiração marcar o ritmo do movimento.

Efeitos:
- Aumenta a flexibilidade da coluna, ombros e pescoço.
- Fortalece pulsos e ombros.
- Tonifica o abdomen e os órgãos abdominais.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Espírito jovem

Enquanto uns desesperam com a chegada dos cabelos brancos e acham que já fizeram o que tinham a fazer, vivendo o resto dos seus dias numa fila de espera para a "grande viagem", outros conseguem manter aceso o seu brilho, não perdem a vontade e a alegria de viver e, às vezes, conseguem ter espíritos mais jovens, do que os jovens.

Entregam-se à vida, com a vontade de quem sabe que a vida é curta e não há nada a perder!

Bom dia!!! Está nas vossas mãos, fazer com que seja um otimo dia.

Lentilhas germinadas

E após cinco dias, tenho as minhas lentilhas germinadas, prontas a comer!

Os alimentos germinados são muito saudáveis, saborosos e fáceis de fazer. Podem germinar leguminosas, sementes ou cereais.

Cá vão as instruções: num frasco, colocam dois dedos de lentilhas, como está na primeira foto e enchem o frasco com água, praticamente até à metade. Tapam o frasco com um guardanapo e deixam ficar durante a noite. 

De manhã, escorrem a água. Voltam a tapar o frasco, sempre com o guardanapo. 

No dia seguinte, lavam as lentilhas, escorrem e voltam a tapar com o guardanapo. 

Vão repetindo o procedimento e vendo-as crescer. A minha cozinha tem muita luz e é quentinha. Ao quinto dia, estão prontas. Com menos luz, ou mais frio, pode ser que demorem mais...

De leguminosa, para leguminosa, o tempo de germinação pode ir variando. 

Gosto de comer os germinados crus, em saladas. Podem ser cozinhados, mas é um despedício. Depois de germinadas, mais vale come-las "vivinhas".

Bom apetite!






segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Grandes filmes...

Somos peritos em fazer filmes! Ao menos os senhores de Hollywood, ainda ganham dinheiro com isso! hehehe

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Luz e escuridão

A minha avó costumava dizer, que a melhor arma é o desprezo. Hmmm... Não gosto de desprezo...

Prefiro interpretar o que a minha avó dizia, de uma outra forma: a melhor maneira de não alimentarmos o ego, o nosso e o dos outros, é a não reação (que acaba por ser uma reação...).

Todos nós conhecemos alguém que é antipático e que não responde quando dizemos bom dia, por exemplo. Todos nós conhecemos alguém que é mesquinho e que parece ter prazer em atrapalhar. Todos nós conhecemos alguém que inveja a felicidade alheia. Todos nós conhecemos alguém que cobiça tudo o que é dos outros...

Resumindo, todos nós conhecemos alguém que mexe com o nosso ego, que nos dá vontade de dar uma resposta torta, ou de "mandar abaixo de Braga" (de onde será que vem esta expressão?), ou, pior ainda, alguém que estraga o nosso dia, com alguma coisa que diz, faz ou mesmo com a simples presença.

Pois bem, todos nós conhecemos alguém que tem o que chamamos de "energia negativa".

Todos nós, às vezes, somos essa pessoa...

Bem, para mim, ser antipático, mesquinho, invejoso, etc, nada mais é do que viver sem luz. Pessoas com energia negativa, nada mais são do que pessoas que andam um pouco perdidas (mesmo que não o saibam...) e vivem na escuridão.

Já é mau o suficiente para elas, serem, ou estarem, nesse estado (mesmo que não o saibam...). Não precisamos, por isso, fazer nada. A vida encarregar-se-à de colocar no seu caminho, todas as lições de que precisam, para encontrarem o "bom caminho". 

Todos os que passam pela nossa vida, são nossos mestres, particularmente aqueles que mais nos incomodam, aqueles de quem menos gostamos, pois são esses os que nos dão a verdadeira oportunidade para trabalharmos a compaixão e o amor incondicional. 

Compaixão e amor incondicional em relação a pessoas de quem, naturalmente, gostamos, é muito mais fácil.

Cada um é como é. Cada um está no seu processo. Todos fazemos o melhor que podemos, com o que sabemos.

Sentir raiva, ressentimento, ou qualquer outro sentimento menos agradável, em relação a alguém, é comum, mas inútil. Termos esses sentimentos em relação a alguém, é como tomarmos veneno e esperarmos que seja o outro a esticar o pernil!

Sim, somos humanos, não somos santos (pelo menos, eu nunca conheci nenhum em carne e osso) e nem sempre sentimos sentimentos muito nobres... Mas façamos disso a nossa prática diária. 

Como?

O primeiro passo para a transformação é o reconhecimento. Não posso transformar nada, que não saiba que existe. Se eu acredito que só sinto coisas lindas e maravilhosas, nunca vou reconhecer as minhas sombras. E não há quem não as tenha...

E, depois de reconhecer o que preciso transformar, tenho de aceitar. Eu sinto muitas vezes o fígado às voltas. Se ficar furiosa comigo, porque fiquei furiosa com alguém, ou porque senti raiva, ou o que seja, se criar resistência ao que sinto e tentar negar, rejeitar, ou conter, só vai piorar. Tenho de aceitar, de coração aberto, o meu lado menos luminoso e fazer as pazes com ele.

Em seguida, estando de bem comigo e com o que sou, tenho de alimentar a minha luz. Mantê-la sempre acesa, brilhando de forma cada vez mais intensa.

A escuridão é, simplesmente, a ausência da luz.

Se a escuridão dos outros me afeta, é porque eu deixei apagar a minha luz. Se a minha luz está forte, eu vou iluminar a escuridão dos outros.

Muita luz para todos!