Vale mesmo a pena ver! E se forem como eu, é melhor terem um lenço à mão...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Resoluções de ano novo
A entrada de um novo ano é sempre época de resoluções. "Ano novo, vida nova", dizemos nós muitas vezes. Fazemos listas de mudanças que queremos implementar na nossa vida, seja começar finalmente a ir ao ginásio, iniciar uma dieta mais saudável, faltar menos às aulas de yoga, deixar de fumar, etc, etc, etc. Infelizmente, como nos mostra a nossa própria experiência, a maior parte das resoluções não dura muito tempo.
Não basta dizer que queremos algo, ou que vamos fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Fazer resoluções com o nosso intelecto, é como plantar uma semente num chão de cimento. Nada vai crescer, a não ser a frustração.
E porque o Dr. Joe Dispenza explica isto muito melhor do que eu, deixo-vos aqui algumas das suas palavras:
"A lei quântica diz que todas as potencialidades existem em simultâneo. O nosso pensamento e os nossos sentimentos afectam todos os aspectos da vida, para além do espaço e do tempo.
É o nosso estado de ser (quando a mente e corpo são um só), como observador, que influencia o mundo exterior.
O campo quântico não responde só aos nossos desejos, os nossos pedidos emocionais. Não responde só aos nossos objectivos, os nossos pensamentos. Responde apenas quando ambos estão alinhados ou são coerentes, ou seja, quando ambos estão a emitir o mesmo sinal. Quando combinamos uma emoção elevada com um coração aberto e uma intenção consciente com um pensamento claro, enviamos sinais ao campo que responde de maneiras surpreendentes.
O campo quêntico responde não ao que queremos, mas a quem estamos a ser.
Um modelo que considero útil é olhar para os pensamentos como a carga eléctrica do campo quêntico e os sentimentos como a carga magnética. Os pensamentos que temos enviam um sinal eléctrico para o campo. Os sentimentos que geramos atraem magneticamente os acontecimentos para nós. Em conjunto, o modo como pensamos e sentimos produz um estado de ser, o qual gera uma assinatura electromagnética que influencia todos os átomos do nosso mundo. Isto devia levar-nos a colocar a seguinte questão: «O que estou eu a transmitir (consciente ou inconscientemente) todos os dias?»
Em termos muito simples, os nossos pensamentos e sentimentos rotineiros e que já conhecemos, perpetuam o mesmo estado de ser, que gera os mesmos comportamentos e cria a mesma realidade. Então, se quisermos mudar algum aspecto da nossa realidade, temos de encontrar novas formas de pensar, sentir e agir; temos de «ser» diferentes no que se refere às nossas reacções às experiências. Temos de «nos tornar » outra pessoa. Temos de criar um novo estado mental... temos de observar um novo desenlace com essa nova mente.
Sei que é frustrante quando a vida parece produzir uma sucessão interminável de variações menores dos mesmos desenlaces negativos. Mas enquanto continuar a ser a mesma pessoa, enquanto a sua assinatura electromagnética permancer a mesma, não pode esperar um novo desenlace. Mudar a sua vida é mudar a sua energia, fazer uma mudança elementar na sua mente e nas suas emoções. Se deseja novos desenlaces, terá de dar a volta a essa maneira de ser e reinventar uma nova pessoa.
Se as suas intenções e os seus desejos não tiverem produzido resultados coerentes, está provavelmente a enviar uma mensagem incoerente, confusa, para o campo. Pode querer riqueza, pode pensar em riqueza, mas se se sentir pobre, não vai atrair abundância finaceira. Porque não? Porque os pensamentos são a linguagem do cérebro e os sentimentos são a linguagem do corpo. Está a pensar numa direcção e a sentir-se noutra. E quando a mente está em oposição ao corpo (ou vive-versa), o campo não responde de forma coerente.
Quando, pelo contrário, a mente e o corpo trabalham em conjunto, quando os nossos pensamentos e sentimentos estão alinhados, quando estamos num novo estado de ser, enviamos um sinal coerente através das ondas do invisível.
Falei em alinhar os nossos pensamentos com os sentimentos para obtermos o resultado que desejamos... mas também é importante não pensarmos, durante esse processo, nos pormenores da forma como esse acontecimento se vai manifestar. É um acto de fé necessário.
Mas precisamos de um outro acto de fé para tornarmos realidade aquilo que queremos.
Em que circunstâncias nos sentimos normalmente gratos? Geralmente, sentimo-nos gratos por alguma coisa que já acontteceu ou que já faz parte das nossas vidas. Fomos condicionados para acreditar que precisamos de uma razão para a alegria, uma motivação para sentirmos gratidão.
Em termos de criação quântica, consegue dar graças por algo que existe como potencialidade no campo quântico, mas não ocorreu ainda na sua vida?
Quando estamos num tal estado de gratidão, transmitimos para o campo um sinal de que esse acontecimento já ocorreu. Para isso, é necessário sentirmos que os nossos desejos já fazem parte da nossa realidade presente. O corpo (que só compreende os sentimentos) tem de ser convencido de que tem o quociente emocional da experiência futura, que estamos já a viver no momento presente."
É bom relembrarmos aquilo que, dito de forma mais simples que as palavras acima, já sabemos. A mudança começa em nós. Se nada mudarmos em nós, não haverá grandes mudanças na nossa vida. E o hábito mais difícil de perder, é realmente o hábito de sermos o que estamos habituados a ser.
Elevarmos os nossos pensamentos e sentimentos acima das circunstâncias externas é essencial, para podermos avançar na direcção que desejamos.
Por isso, já que iniciamos um novo ciclo de 365 dias, aproveitemos esta nova energia para perceber em que direcção queremos ir e começar, desde já, a viver essa realidade internamente, confiando que é apenas uma questão de tempo até que essa realidade se materialize no exterior.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Yoga para todos os gostos
Hoje em dia, há yoga para todos os
gostos. Não só encontramos uma grande variedade de espaços que oferecem aulas
de yoga, como há uma enorme variedade de professores, cada um com o seu estilo
pessoal, o que torna as práticas muito variadas e dá a garantia de que, em
algum lugar, há um professor com quem nos vamos identificar, cujas aulas nos
vão dar aquilo de que precisamos e da forma mais adequada para o nosso momento.
É normal as pessoas quererem saber que
tipo de yoga praticam. Mas com tanta variedade, é mais fácil ficarem confusas
com a resposta.
Hatha Yoga é o yoga físico, sendo
basicamente todo o yoga que se faz hoje em dia no ocidente. No entanto, dentro
do hatha yoga, há uma variedade enorme e crescente de métodos. Muitos são
basicamente "mais do mesmo", mas com uma pincelada diferente e
pessoal por parte de quem os "criou" e baptizou. Os que menciono a
seguir, não são os únicos, mas são os mais conhecidos:
Ashtanga Vinyasa Yoga
É um dos mais em voga no ocidente. Ashtanga
significa "oito partes" e vinyasa siginifica sincronização da
respiração com o movimento corporal. Os asanas (posturas) são ligados uns aos
outros pela respiração, que é o foco principal de toda a prática. No ashtanga
vinyasa yoga, há três grandes séries de asanas: a série primária, a intermédia
e a avançada, sendo que a avançada subdivide-se em A, B, C e D. A ordem dos
asanas tem de ser respeitada e cada série tem de estar completamente
desenvolvida, antes de se passar para a série seguinte, uma vez que cada asana
abre caminho para o asana seguinte, construindo assim a força e a flexibilidade
necessárias para evoluir. Estas práticas têm um ritmo rápido, uma vez que a
cada movimento respiratório, há um movimento corporal (por vezes para-se em
alguns posturas durante alguns ciclos de respiração, mas as permanências não
são longas). Cada aluno segue o seu ritmo. É bastante intenso fisicamente, por
isso é aconselhável ter alguma preparação física prévia.
Bikram
Chama-se Bikram, porque o seu criador
chama-se Bikram Choudhury. No bikram yoga, pratica-se uma sequência de 26
posturas, que se repete ao longo de uma aula de 90 minutos. Também neste caso,
os asanas devem ser executados sempre na mesma ordem. A grande particularidade
deste método, é ser praticado em salas aquecidas a 40 graus.
Hatha Yoga
Como já foi referido anteriormente, o
Hatha Yoga é o “yoga físico”, por isso, é basicamente todo o yoga que se faz
actualmente no ocidente, sendo um dos originais ramos de yoga. Dentro do hatha
yoga, há uma grande variedade de diferentes métodos. No entanto, hoje em dia,
no meio de todos estes métodos, é comum ver-se o nome hatha yoga quando se quer
descrever aulas mais lentas, com uma abordagem mais clássica aos asanas e aos
exercícios de respiração (pranayama).
Iyengar Yoga
Iyengar Yoga
Método criado por B. K. S. Iyengar,
reconhecido pela precisão e exigência no que toca ao correcto alinhamento
corporal e pelo uso de utensílios, como blocos, cintos, cordas, etc, que tornou
o yoga mais acessível a todas as pessoas, de todas as idades e condições físicas.
Power Yoga
Power Yoga
É um yoga adaptado do ashtanga vinyasa
yoga (uma adaptação menos exigente que o ashtanga, apesar de também ser uma
prática intensa). Depois de terem estudado com Pattabhi Jois (que desenvolveu o
ashtanga vinyasa yoga), Beryl Bender Birch e Bryan Kest adaptaram o ashtanga
vinyasa yoga, espalhando o power yoga, que é uma prática vigorosa e fluída, mas
que se distingue do ashtanga vinyasa yoga por não seguir a mesma sequência de
asanas a cada prática (como acontece com o ashtanga). A sequência das posições
depende de cada professor.
Yin Yoga
Como o próprio nome
indica, yin yoga é o oposto de yoga vigoroso. No yin yoga, as posições são
feitas de forma passiva, relaxando completamente o corpo, deixando que a
gravidade e o peso do corpo façam o trabalho, normalmente com bastante
permanência. Pode considerar-se que é um bom complemento de outros yogas mais
yang, como o power yoga, o ashtanga vinyasa yoga ou o Iyengar yoga.
Viniyoga – Uma prática em que as posturas são sincronizadas com a respiração e as
sequências são montadas no sentido de irem ao encontro das necessidades de cada
um (levando em conta aspectos como saúde, objectivos, forma de vida, etc).
Kripalu Yoga – Este método foi desenvolvido por Amrit Desai. É uma prática suave de
hatha yoga, com grande enfase na parte meditativa. Normalmente, as aulas
começam com pranayama, depois os asanas e terminam com relaxamento. Neste
método, os alunos são incentivados a aceitar o momento presente, olhando para
dentro de si, para descobrirem o seu nível de prática nesse dia.
Sivananda Yoga – É uma “mistura” dos vários ramos de yoga, segundo Swami Sivananda
Saraswati. Visa refinar a higiene de vida do praticante, com asanas, pranayama,
relaxamento, meditação e alimentação vegetariana. Habitualmente, as práticas
começam com respiração, saudações ao sol, passando depois à prática dos asanas
(12 asanas principais e suas variações). Usam também os mantras, seja em forma
de kirtan, seja como suporte à meditação.
Yoga restaurativo
Uma prática de yoga menos exigente
físicamente, mais lenta, mais relaxante, em que os asanas não são muito
exigentes. Pretende-se chegar a um bom estado de descontracção em cada um
deles, fazendo pouco esforço.
Yoga Pré-Natal
Yoga específico para
grávidas, para ajudar a lidar com os sintomas da gravidez, assim como ajudar na
preparação do parto. Essa preparação para o parto, ajuda também a mulher a
voltar à sua forma depois de dar à luz.
Yogaterapia – Criado nos Estados Unidos, por Joseph Lepage. O foco principal é a cura
(a todos os níveis).
Seja qual for o método escolhido, o
importante é praticar!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
A mudança começa em nós
Hoje de manhã vi um vídeo que alguém publicou no facebook, com a legenda "Ainda há gente boa!". Era de facto um vídeo bonito, que mostrava o ser humano no seu melhor. Eram imagens de pessoas, em vários pontos do planeta, nas mais variadas situações, que se depararam com animais que precisavam de ajuda, ou porque se estavam a afogar, ou porque estavam presos em redes, etc.
Sim, ainda há gente boa! Muita gente boa, acredito eu! Os que fazem coisas menos boas... Nem penso neles como pessoas más, mas sim como "ignorantes". Gente que vive à volta do seu umbigo, que acha que o mundo gira à volta do seu umbigo e que só lhe interessa o bem estar do seu umbigo. Agem como se fossem independentes de tudo e todos à sua volta, como se o que acontece com os outros e o que fazem aos outros não tivesse consequências para si próprios. Estão focados no "ter" cada vez mais coisas e cada vez "melhores" (seja lá isso o que for), vivem de aparência. São egoístas. É o ego que comanda a sua vida e fazem tudo para o satisfazer. Considerando que o ego é impossível de satisfazer, porque a insatisfação é sua marca registada, essas pessoas nunca estão contentes com o que têm, não olham a meios para atingir fins... Enfins.... É a ignorância no seu melhor. Se soubessem mais, acho que até teriam vergonha de si próprios. Mas andam a dormir. Fazer o quê?
Pior é quem já tem alguma consciência das coisas, mas não aplica o que sabe... De quem não sabe mais, não se pode exigir mais. Mas consciência tráz responsabilidade. Quando já não se está a dormir (tanto... sim, porque mesmo quem já está acordado, de vez em quando ainda passa pelas brasas), tem de se fazer diferente. Tem de se fazer melhor. Tem de se praticar o que se prega.
Ao ver o vídeo de que falei, muitos ficam comovidos e contentes porque ainda há gente boa! E nós, que vemos o vídeo e ficamos comovidos e contentes porque ainda há gente boa? Será que faríamos o mesmo que as pessoas do tal vídeo fizeram? Ou ficaríamos apenas tristes com o sofrimento dos bichinhos, porque somos boas pessoas, mas sem mover uma palha para ajudar?
Não basta ser contra o mal e julgar quem o pratica. Não basta estar do lado do bem. Há que praticá-lo.
Nos dias de hoje então, em que este planeta está em risco e precisa de nós (se bem que nós precisamos ainda mais dele!), é preciso mesmo passar à acção. E é bom lembrar que pequenas mudanças fazem diferença. Não podemos continuar parados, pensando que não podemos fazer nada, porque sózinhos não mudamos o mundo. Quem disse que não??? Podemos sempre mudar o mundo de alguém ao praticarmos o bem. E se todos o fizermos, já são muitas pequenas mudanças, que vão contribuir para uma grande mudança.
Se não gostamos de ver pessoas, ou animais em sofrimento, ajudemos. Em vez de gastar energia a falar mal de quem faz mal, arregacemos as mangas e façamos o bem.
Chega de conversa. Não há tempo a perder. É tempo de agir. Ser o exemplo daquilo que gostaríamos de ver nos outros.
Chega de desejar e esperar que o mundo mude, que os outros mudem, que a vida mude. Sejamos a diferença que queremos ver nos outros.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Mudam-se os tempos....
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontandes, já diz a sabedoria popular. Neste caso, mudam-se os tempos, mudam-se as aulas de yoga.
Por vezes dou por mim a pensar sobre o que foi mudando no meu modo de dar aulas ao longo destes anos e porquê. É natural que a mudança aconteça. Vamos amadurecendo, não apenas como professores, mas essencialmente como praticantes. E as aulas vão acompanhando essa evolução.
Quando comecei a dar aulas, praticava sempre com os alunos. Fazia tudo do princípio ao fim. Usava a aula como prática pessoal também, já que praticar nunca era demais e quanto mais o fizesse, mais cedo me "iluminava". E mergulhava na prática, de tal modo que hoje, olhando para trás, percebo que não dava a atenção que deveria dar aos alunos. Além disso, não tinha a experiência necessária para saber distinguir o que eram exercícios fáceis e difíceis para eles. Admirava-me quando via que tinham dificuldade em fazer coisas que eu achava tão básicas. "Eu" achava básicas... a questão era essa. O que era básico para mim, não o era para eles. Agora é óbvio, na altura não.
Com o tempo, sem que eu percebesse, as mudanças foram acontecendo. Não acordei um belo dia a pensar que tinha de fazer isto ou aquilo diferente. Não foi assim que aconteceu. Foi um processo (aliás, é um processo...) gradual que fez com que tenha chegado até aqui, que fez com que as minhas aulas sejam como são e que eu dê aulas da maneira que dou.
Acima de tudo, as aulas reflectem o que eu sou enquanto praticante.
Não gosto de fazer aulas com professores que falam do princípio ao fim, porque aprecio momentos de silêncio, em que estou comigo, em que me ouço a mim.
Não gosto de aulas em que há "quebras" entre os exercícios, ou seja, em que o professor pára a aula para explicar algo, ficando ali a dar uma palestra sobre determinado assunto e em que eu sou obrigada a "vir para fora" para lhe prestar atenção.
Não estou a dizer que é errado fazer isso. Mas enquanto praticante, aprecio uma aula em que o professor não diz mais do que o essencial para que eu perceba o que é para fazer e para que possa fazê-lo em segurança. Acima de tudo, gosto que a minha prática seja uma experiência contínua, do princípio ao fim. Um estado que se vai aprofundando, exercício após exercício. Um mergulho no meu interior, em que a cada momento vou mais fundo.
Talvez por isso tenha chegado ao ponto a que cheguei. Nas minhas aulas, quase não demonstro os exercícios, a não ser quando faço algum diferente do habitual, ou quando aparecem alunos novos, que ainda não conhecem os exercícios, ou que não estão habituados aos termos que utilizo. Como a maioria das pessoas que pratica comigo, já o faz há um bom tempo, estão familiarizados com grande parte das técnicas e já sabem o que pretendo só com meia dúzia de palavras.
Se hoje em dia não pratico nas aulas, não é porque acho errado fazê-lo. É uma escolha pessoal.
Ao contrário do que acontecia antigamente, agora não gosto de praticar com os alunos. Se o fizer enquanto dou aula, não sinto que esteja realmente a praticar, porque não posso mergulhar em mim como quero, já que preciso dar-lhes atenção, mas também não sinto que consiga dar toda a minha atenção aos alunos, porque estou a fazer a minha prática. É confuso de escrever e é confuso de fazer (hehehe). Parece que não estou a fazer nem uma coisa, nem outra. Por isso, quando é necessário demonstro um exercício, mas saio logo dele.
Outra razão para preferir falar, em vez de praticar com os alunos, é o facto de não querer que estejam a olhar para mim. Quero que dependam menos da visão e, acima de tudo, que se distraiam menos com a visão. Peço-lhes sempre que permaneçam de olhos fechados. No caso de precisarem abri-los, especialmente na parte dos ásanas, peço-lhes que foquem o olhar em algum ponto, de preferência numa parte do seu corpo, para que o olhar não comece a vaguear pela sala, olhando para mim, olhando para os colegas, ou saíndo pela janela, completamente perdido e distraído.
Mesmo só falando, não é raro ver os alunos a olharem para mim como se estivesse a conversar com eles, a virarem a cabeça para onde quer que me desloque. Não é raro ver alunos que, apesar de saberem o que quero que façam, ficam inseguros, olham para todo o lado, copiando algum colega. É pena é que, "por acaso", escolham sempre copiar o colega que está a fazer mal! (heheheh)
Para que possam mergulhar mais fundo nas vossas práticas, aconselho-vos o seguinte:
- Sempre que possível, fechem os olhos. Quando for necessário abri-los, não deixem o vosso olhar perdido. Foquem um ponto (seja o espaço entre as sobrancelhas, a ponta do nariz, a mão, o pé, o umbigo, etc. Para a parte que o vosso olhar apontar em cada ásana, foquem um ponto). Não se distraiam com o mundo das formas. Olhem para dentro, já que esse é o convite da prática.
- Diz um provérbio chinês, que quando o sábio aponta para a lua, o louco olha para o dedo. Não sejam esse louco. O professor aponta um caminho. Olhos postos no caminho, não no professor.
- Confiem mais no que sabem. O professor induz um exercício. Façam-no, sem necessidade de olhar para os colegas, a ver se estão a fazer igual. Se estiverem errados, o professor corrige. É para isso que está lá. Lembrem-se que sempre que olham para o vizinho do lado, não olham para vocês.
- Estejam presentes na prática e responsabilizem-se por ela. Vejam o professor como um GPS, que apenas vai orientando o caminho. O vosso corpo é o veículo e vocês são o condutor. O GPS não pode conduzir por vocês. O caminho é de cada um. O professor está lá para vos dar ferramentas que vocês têm de usar. O professor mostra o caminho, mas vocês têm de o percorrer. Se o professor diz que o pé direito vira 90 graus para fora, por exemplo, não fiquem a olhar para o pé dele, olhem para o vosso.
Resumindo, a prática é um caminho individual. Podem praticar em grupo e com o acompanhamento de alguém, mas o caminho é individual e cada um tem de percorrer o seu. Não olhem para o dedo, como o louco do ditado. Não dependam do professor. Vão para a aula com a mente aberta, com vontade de aprender e não apenas para fazer o que vos mandam e copiar o professor. Interessem-se pelo que fazem. Perguntem os porquês. Aprofundem o vosso conhecimento. Vão para as aulas para aprender o caminho, não apenas para seguir o GPS.
E não se distraiam. Os olhos fechados ajudam a concentrar, focar o olhar em pontos específicos também, etc. Mas o essencial mesmo, é a vossa vontade. Se não entrarem na aula com determinação e vontade de realmente "parar", centrar e mergulhar fundo em vocês, não há técnica, nem professor, que vos consiga levar longe.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
E a vida vai andando...
E a vida vai andando. Embrenhados nas nossas rotinas do quotidiano, os dias vão-se sucedendo, um após o outro. Passam a voar, como muitas vezes dizemos. Quando alguém nos pergunta se há novidades, respondemos que "novidades, só no Continente!". Até que um dia...
Um dia, a vida decide pregar-nos uma partida, pôr-nos à prova, colocando-nos perante alguma situação que nos faz balançar, que abana com a nossa vida tão estruturada, que desafia a nossa mente tão cheia de certezas. Acontece com muitos de nós, senão mesmo com todos.
Foi o que aconteceu com uma aluna e amiga minha recentemente. Após uma consulta médica, soube que as "dorzitas" que andava a sentir nas costas, se deviam a um problema grave de coluna. Segundo o médico, durante um tempo (ainda indeterminado, mas que se prevê longo...), não pode flectir a coluna para trás, nem para a frente, muito menos fazer torções.
Foi com muita tristeza que ela me disse que não podia mais fazer yoga... Pediu-me que a deixasse assistir às aulas, sentadinha, de olhos fechados, porque lhe fazia muita falta. "Claro que sim", respondi eu! Aproveitei para lhe lembrar que ela podia continuar a praticar yoga, quando muito, não podia era praticar ásana e que, neste momento, precisava mais viver o yoga, do que praticá-lo na sala de aula.
Isto fez-me reflectir sobre o que é viver o yoga.
Quando me perguntam o que é o yoga, a primeira coisa em que penso, é que yoga é viver de forma mais consciente. É manter o centro, a serenidade, independentemente das circusntâncias. Ter uma atitude de contentamento, escolhendo estar bem, independentemente do exterior. Trabalhar a aceitação do que cada momento tráz, acreditando que existe um plano maior do qual todos fazemos parte e que podemos nem sempre ter o que queremos, mas sempre temos o que precisamos para crescer.
Aceitar o que não podemos mudar. Esse é o passo principal para a transformação. Sermos mais como os nossos mestres cães, que estão no aqui e agora. Enquanto escrevo, as minhas patudas não estão chateadas a pensar que queriam estar na praia, em vez de estarem em casa. Quando vão à praia, aproveitam ao máximo, mas fazem o mesmo quando estão em casa. Aproveitam o melhor de cada momento.
Nós, humanos, sofremos por as coisas não serem como queríamos que fossem, não aproveitamos as pequenas coisas, os prazeres simples, as bençãos que nos são dadas a cada instante.
Por isso, há que aprender a aquietar a mente, aceitar o momento, tirar o máximo de cada instante, vivendo da melhor forma com o que temos, lembrando que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe, como dizia a minha avó.
Relaxar e entregar. Deixar fluir. Dançar conforme a música do momento. Elevarmos os nossos pensamentos e emoções acima das circunstancias. Fazer as pazes com o fluxo da vida, relaxar e confiar. Não tentar sequer controlar o que não controlamos. Controlar apenas o que podemos controlar: nós próprios e a nossa reacção perante as coisas.
Tudo isto para mim é yoga na vida.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Granola
A granola é uma excelente forma de começar o dia com um pequeno almoço rico, saudável e delicioso!
Rica em carboidratos, que fornecem energia, rica também em fibras, que
favorecem o funcionamento do intestino, bem como em ómega 3, presente
nas sementes, por exemplo, a granola é uma saborosa opção para pequenos
almoços ou lanches. Pode ser misturada com leite, iogurte, ou mesmo
simples.
Vou dar-vos a receita
original, que me foi dada há anos. Desde então, já fiz algumas
alterações, para adapatar à minha vontade de cada momento. Podem variar
os cereais, as sementes, etc.
Ingredientes:
- 1 pacote de flocos de trigo
- 1 pacote de flocos de aveia
- 1 pacote de flocos de cevada
- 1 pacote de flocos de centeio
- 1 chávena de coco ralado
- 1 chávena de farelo de trigo
- 1 chávena de frutos secos a gosto
- 1/2 chávena de sementes de girassol e de sésamo
- 1/2 chávena de açúcar mascavado (opcional)
- 1/2 chávena de azeite
- 1/2 chávena de mel.
Preparação:
Misturar todos os ingredientes secos. Depois, juntar os restantes ingredientes, misturando tudo muito bem. Levar ao forno em lume brando, até dourar.
Se gostar de adicionar uvas passas, acrescente-as quando a granola já estiver pronta.
Bom apetite!
Ingredientes:
- 1 pacote de flocos de trigo
- 1 pacote de flocos de aveia
- 1 pacote de flocos de cevada
- 1 pacote de flocos de centeio
- 1 chávena de coco ralado
- 1 chávena de farelo de trigo
- 1 chávena de frutos secos a gosto
- 1/2 chávena de sementes de girassol e de sésamo
- 1/2 chávena de açúcar mascavado (opcional)
- 1/2 chávena de azeite
- 1/2 chávena de mel.
Preparação:
Misturar todos os ingredientes secos. Depois, juntar os restantes ingredientes, misturando tudo muito bem. Levar ao forno em lume brando, até dourar.
Se gostar de adicionar uvas passas, acrescente-as quando a granola já estiver pronta.
Bom apetite!
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